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As apostas para o inverno 2009 estão inspiradas seguindo basicamente três linhas de releituras distintas.



Folk

O Folk dos anos 70 com elementos hippies, ganha uma nova versão aproveitando o uso dos tecidos orgânicos, ou bio-tecidos, como o cotton bio. Outros tecidos em alta na aposta do "Folk" são os veludos e a flanela, com cortes mais "confortáveis" e levemente ajustados ao corpo. Nada muito apertado! A predominância cromática traz a neutralidade no azul, vermelho e amerelo com estampas inspiradas na década de 70 - como as estampas pisicodélicas, modernas e inspirações em papéis-de-paredes. Tudo isso em peças como parkas, malhas, camisas e salopetes. Para completar o look os acessórios para o inverno 2009, na linha Folk, inclui xales, chapéus e botas.
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A moda dos Japa

Deu no suplemento de moda de primavera da revista Time: a nova tendência em estilo é a roupa e acessórios sem marca. No Japão, um fértil celeiro de cultura pós-moderna, a “no logo generation” já pode ser identificada. Não é o caso de apagar totalmente aquela imagem de hordas de japoneses atrás de suas Louis Vuitton na Galeries Lafayette, em Paris. “Marcas dizem cada vez mais sobre individualidade ao invés de logos”, diz Kenji Ikeda, 33 anos, designer de bolsas que deixou a Givenchy para criar sua própria marca – sem etiqueta, diga-se –, em ascensão desde 2003.

Usar produtos sem marca – aparente, pelo menos – e de extrema qualidade, segundo os “papas” do movimento sem logo, é o verdadeiro sinal de bom gosto e, claro, poder aquisitivo.

Mas será que esta tendência “no logo” não reflete simplesmente a rebeldia contra as marcas do “establishment” chique? Afinal, a indústria da moda sem etiqueta pode ser, apesar do trocadilho, mais elegante e individualizada. No entanto, não deixa de “significar” (de signo mesmo, a unidade essencial da semiótica) uma grife em termos de opção.

Um exemplo é a caveirinha da marca Mastermind Japan, que tem entre “usuários” Tom Cruise e Justin Timberlake, e que virou ícone “sem logo” e sinônimo de uma roupa de qualidade – e ética, já que resgata e valoriza o trabalho único, artesanal, numa sociedade de consumo em escala industrial.



Pastiche

Para o estilista japonês Masaaki Homma, 37 anos, criador da Mastermind Japan e uma espécie de Alexandre Herchcovitch nipônico, todavia, o futuro da moda é o pastiche, a cópia, a produção em massa. “Chegará o dia em que não será mais possível fazer roupas de qualidade porque somente a produção industrial vai sobreviver”, diz, com ares apocalípcos.
Por quê? Porque, com o advento de produtos baratos chineses invadindo o mundo, produtos com qualidade e preço altos ficarão em quinto plano. Mesmo com essa visão, Homma resolveu ir na contra-mão dessa tendência e criar uma marca cuja produção tem um link direto com o artesanato, quando no Japão a febre eram roupas da marca Uniqlo, com peças a uma média de US$ 8,00.
Era 2001quando a Mastermind Japan começou a atrair olhos de seletos compradores. A idéia de Homma era produzir roupas com tecidos e acessórios feitos por artesãos – então, tratou logo de contratar três deles, cuja produção estava no ostracismo e que agora são louvados pelo marketing do estilista. Resultado: um cashmere feito à mão da marca chega a custar US$ 2 mil. O diferencial, além da qualidade, é que sua discreta caveirinha ainda não foi copiada.

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